sexta-feira, maio 01, 2015

Senna (São Paulo, 21 de março de 1960 / Bologna, 1 de Maio de 1994)

1º de Maio de 1994, mais um domingo ensolarado, ao som dos carros correndo em Bologna/Itália. Meu filho, Victor Henrique, brincava no quarto com meu afilhado Pedro Henrique, tinham acabado de acordar, e os chamei para ir até a padaria. Não liguei de perder uns minutos da corrida, pois, como todas as outras vezes, tinha certeza que terminaria com Galvão Bueno gritando a vitória de Senna, ao som da linda música do maestro Eduardo Souto Neto. Mas, não foi isso que aconteceu. Estava na padaria com meu filho e afilhado, quando vi todos olhando pra TV e falando alto, vi que era uma batida, e perguntei quem bateu, quando me falaram SENNA, não acreditei! Fiquei olhando pra TV da padaria, com as compras na mão, e chamei as crianças pra ir embora, queria assistir em casa, acreditar que aquilo tinha reaalmente acontecido com Senna. Ao chegar em casa, liguei a TV, e só notícias ruins a partir daí, os meninos perguntando o que tinha acontecido, e falei que o Senna bateu no muro, de olhso fixoas na TV. Eles saíram falando que ele ia ficar bom, e voltaram a brincar, como seria bom acreditar nisso. E o fim todos sabem, perdemos Senna, nesse 1º de Maio de 1994, meu herói sem capa e armadura faleceu.

Deixo uma pequena homenagem em forma de Haicai, ilustrada pelo grafite do artista Pedro Márcio.
manhãs de domingo
corações em alta velocidade
saudades, Senna!

(Civana)

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